A internet trouxe muitos benefícios para a sociedade moderna, mas a imprudência dos usuários pode transformar suas vidas em reality shows.
Dionathan Matos e Nayara Amâncio
Apesar de todo o conforto e praticidade que a internet trouxe para as nossas vidas, não se pode negar que os males causados pela tecnologia virtual são igualmente proporcionais. Entre eles, podemos citar o acesso, cada vez mais rápido e intenso, a informações pessoais de indivíduos, principalmente por meio de sites de busca e relacionamento. Mas, afinal de contas, é possível ter privacidade na era digital? E se nossas vidas são constantemente invadidas, não seríamos nós os culpados por disponibilizarmos dados pessoais no ciberespaço?
Recentemente, um jovem advogado da empresa japonesa Tori Corporation, Hiro Matsubara, teve sua vida devassada por uma administradora de cartões de crédito, que divulgou uma lista com grande parte de suas atividades. Esta trazia os seus hábitos de consumo e foi obtida através de seus extratos bancários. Matsubara, que está pleiteando uma indenização milionária na Justiça, afirma que a internet “é o espião do futuro”.
Espionagem
Desde 1998, os países da Europa contam com a Diretiva de Proteção aos Dados da União Européia, responsável por extinguir o mau uso das informações pessoais pelas organizações. Também nos Estados Unidos, diversas empresas têm sido julgadas e processadas pelo uso inadequado da Tecnologia da Informação. Estas empresas estão sendo acusadas por acessar e divulgar dados sigilosos dos seus usuários.
Mesmo em países desenvolvidos, boa parte das consultas a sites de busca, como o Google, pretende obter dados sobre a vida privada e profissional de outras pessoas. Nem os agentes da CIA, agência de inteligência do governo americano, escapam da “espionagem” virtual. No Brasil, os órgãos responsáveis pelo rastreamento dos crimes de internet ainda são despreparados e ineficientes. Entretanto, a implantação de novas técnicas de marketing on-line, desde que usadas de forma ética, poderiam beneficiar o mercado e a população como um todo.
Visibilidade
A estudante de Ciências Contábeis Fernanda Alves, 18, considera a internet o meio mais rápido de comunicação. Mas acredita que cada um deve tomar cuidado cm o tipo informação pessoal que coloca na rede. José Mário, 21, que cursa o oitavo período de Jornalismo, afirma que “a internet pode ser boa ou ruim, isso depende do uso que fazemos dela”. O piloto de avião Joaquim Golvêa, 63, que já teve sua conta bancária invadida, diz que “o problema da internet são os hackers”, que a utilizam sem escrúpulos.
A solução para muitos dos transtornos gerados pela comunicação virtual poderá ser alcançada quando a população conscientizar-se sobre a administração da visibilidade no ciberespaço. A internet é uma faca de dois gumes e, ao que tudo indica, a maioria dos usuários ainda não conseguiu avaliar com precisão o poder que este meio tem de propagar informações.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
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Um comentário:
Foi um prazer escrever com você, Dionny! Concordo com o Renato, ficou sensacionail!!!!! rsrsrs
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