Hoje em dia a imagem feminina não é das melhores. Antigamente a mulher queria sair de casa para trabalhar, ou seja, ser independente. Algumas conseguem trabalho digno, outras não.
A imagem da mulher na mídia está sendo muito vulgarizada. Em propagandas de cerveja esse índice é maior. O dono da marca expõe a mulher seminua para vender o produto, dando a entender que se as pessoas, ou melhor, o homem comprar o produto terá o mesmo prazer que uma mulher pode proporcionar. Os vendedores não estão mais interessados em falar a qualidade do produto e sim colocar uma mulher seminua nos cartazes.
Mas não é só em propagandas publicitárias que a mulher é exposta. Nas músicas também, por exemplo: “Eguinha Pocotó”, “as cachorras” etc.
Vamos nos conscientizar por que senão daqui uns anos a mulher não vai passar de um objeto sexual.
Obs: O autor deste texto é o meu irmão mais novo, Diogo H. Matos
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Serra, duas realidades bem distintas
Em uma mesma região de BH, muitas desigualdades e nenhum diálogo entre ricos e pobres
De um lado, barracos amontoados uns sobre os outros, vielas de terra sem sinalização, botecos, feirinhas na calçada e minimercearias. No outro, um cenário muito diferente. Ruas de mão única, carros importados, prédios sofisticados com fachadas de mármore, casas grandes, bonitas e bem acabadas, hospitais e escolas com ótima estrutura. O aglomerado e o bairro da Serra, região centro-sul de Belo Horizonte, refletem bem os contrastes sociais do Brasil.
Segundo o Distrito Sanitário Centro-Sul e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social , a população do aglomerado varia de 37.641 a 45.920 pessoas. Com respeito à urbanização, a situação dessas comunidades já foi pior. Houve um grande progresso depois da implantação do Vila Viva, um projeto da PBH que visa revitalizar as favelas através de obras de urbanização. “Só começou a melhorar depois que o PT ganhou a prefeitura”, é o que garante dona Dalila, presidente de três Associações de moradores do aglomerado e que reside ali há 63 anos.
Mas ainda há muito que melhorar. São 11 vilas e apenas duas escolas municipais - Prof. Edison Pisani e Senador Levindo Coelho – Que só atentem alunos da primeira a quarta série. Para completar seus estudos, eles precisam caminhar até a Escola Estadual Augusto de Lima, no bairro vizinho, Funcionários. Sendo que, distante dois quarteirões dali, se encontra o Colégio Sagrado Coração de Maria, uma das mais tradicionais escolas particulares de Belo Horizonte.
Nessas duas últimas escolas, o término das aulas coincide, e assim os alunos de uma e de outra se encontram com freqüência. No entanto, Alessandra, 15 anos, que estuda no Augusto de Lima e mora na favela, disse que, “salvo uma ou outra exceção, não existe nenhuma amizade ou conversa entre nós e eles”.
A diretora do Colégio Sagrado Coração de Maria, Maria de Lourdes Carloni, revela que, há alguns anos, havia atritos entre os estudantes, “aconteceram até agressões físicas por parte dos alunos do Augusto de Lima”, afirma. Essa situação teria melhorado quando um dos funcionários do Sagrado Coração de Maria decidiu convidar os adolescentes da outra escola para conversar. A partir daí as brigas teriam acabado.
Atualmente, a escola recebe alguns alunos do Augusto de Lima nos fins de semana, para atividades esportivas e aulas de computação. Ainda segundo Maria de Lourdes, os alunos que se destacam até a oitava série, recebem bolsas de estudos para cursarem o 2º Grau no Sagrado Coração. Uma iniciativa muito nobre que, porém, não é divulgada aos pais dos alunos, por receio de represálias. 70 a 80% dos alunos dessa escola são de classe alta e há poucas crianças negras matriculadas.
Diálogo apenas de forma ilícita
Para o estudante de psicologia Gilberto Lemos, morador da área nobre do Serra (próximo ao restaurante Villa Rizza), praticamente não existe interação entre ricos e favelados. Ao falar da convivência entre ele e seus vizinhos ricos, revela: “A maioria deles eu nem conheço, como todos tem sítios ou chácaras em outros lugares, quase não os vejo”. Bem diferente da realidade do aglomerado, onde praticamente todos se conhecem. Gilberto nem mesmo sabia da existência de uma Associação de moradores em seu bairro.
Segundo a psicóloga do projeto Criança Esperança, Letícia Soares, os jovens da favela acreditam que pertencem a um mundo diferente dos do asfalto. “Na visão deles, eu mesma não faço parte desse mundo”. Liliani Grossi, Gerente da unidade do Centro de Saúde São Miguel Arcanjo, na parte alta do aglomerado, afirma que a única interação entre os jovens do morro e os do asfalto, “é quando esses últimos vão à favela para comprar drogas”.
A auxiliar administrativa da Escola Edson Pisani, Carmem Lúcia Vilhena, diz que, uma das principais razões pelas quais as crianças do morro caem na marginalidade, é a falta de uma estrutura familiar. “Há muitas mães solteiras no morro, que trabalham e deixam seus filhos aos cuidados de parentes”. Os meninos crescem sem um referencial paterno e presenciam constantemente as ações do narcotráfico – assim, muitos escolhem o caminho mais fácil para ganhar seu sustento: o crime.
De um lado, barracos amontoados uns sobre os outros, vielas de terra sem sinalização, botecos, feirinhas na calçada e minimercearias. No outro, um cenário muito diferente. Ruas de mão única, carros importados, prédios sofisticados com fachadas de mármore, casas grandes, bonitas e bem acabadas, hospitais e escolas com ótima estrutura. O aglomerado e o bairro da Serra, região centro-sul de Belo Horizonte, refletem bem os contrastes sociais do Brasil.
Segundo o Distrito Sanitário Centro-Sul e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social , a população do aglomerado varia de 37.641 a 45.920 pessoas. Com respeito à urbanização, a situação dessas comunidades já foi pior. Houve um grande progresso depois da implantação do Vila Viva, um projeto da PBH que visa revitalizar as favelas através de obras de urbanização. “Só começou a melhorar depois que o PT ganhou a prefeitura”, é o que garante dona Dalila, presidente de três Associações de moradores do aglomerado e que reside ali há 63 anos.
Mas ainda há muito que melhorar. São 11 vilas e apenas duas escolas municipais - Prof. Edison Pisani e Senador Levindo Coelho – Que só atentem alunos da primeira a quarta série. Para completar seus estudos, eles precisam caminhar até a Escola Estadual Augusto de Lima, no bairro vizinho, Funcionários. Sendo que, distante dois quarteirões dali, se encontra o Colégio Sagrado Coração de Maria, uma das mais tradicionais escolas particulares de Belo Horizonte.
Nessas duas últimas escolas, o término das aulas coincide, e assim os alunos de uma e de outra se encontram com freqüência. No entanto, Alessandra, 15 anos, que estuda no Augusto de Lima e mora na favela, disse que, “salvo uma ou outra exceção, não existe nenhuma amizade ou conversa entre nós e eles”.
A diretora do Colégio Sagrado Coração de Maria, Maria de Lourdes Carloni, revela que, há alguns anos, havia atritos entre os estudantes, “aconteceram até agressões físicas por parte dos alunos do Augusto de Lima”, afirma. Essa situação teria melhorado quando um dos funcionários do Sagrado Coração de Maria decidiu convidar os adolescentes da outra escola para conversar. A partir daí as brigas teriam acabado.
Atualmente, a escola recebe alguns alunos do Augusto de Lima nos fins de semana, para atividades esportivas e aulas de computação. Ainda segundo Maria de Lourdes, os alunos que se destacam até a oitava série, recebem bolsas de estudos para cursarem o 2º Grau no Sagrado Coração. Uma iniciativa muito nobre que, porém, não é divulgada aos pais dos alunos, por receio de represálias. 70 a 80% dos alunos dessa escola são de classe alta e há poucas crianças negras matriculadas.
Diálogo apenas de forma ilícita
Para o estudante de psicologia Gilberto Lemos, morador da área nobre do Serra (próximo ao restaurante Villa Rizza), praticamente não existe interação entre ricos e favelados. Ao falar da convivência entre ele e seus vizinhos ricos, revela: “A maioria deles eu nem conheço, como todos tem sítios ou chácaras em outros lugares, quase não os vejo”. Bem diferente da realidade do aglomerado, onde praticamente todos se conhecem. Gilberto nem mesmo sabia da existência de uma Associação de moradores em seu bairro.
Segundo a psicóloga do projeto Criança Esperança, Letícia Soares, os jovens da favela acreditam que pertencem a um mundo diferente dos do asfalto. “Na visão deles, eu mesma não faço parte desse mundo”. Liliani Grossi, Gerente da unidade do Centro de Saúde São Miguel Arcanjo, na parte alta do aglomerado, afirma que a única interação entre os jovens do morro e os do asfalto, “é quando esses últimos vão à favela para comprar drogas”.
A auxiliar administrativa da Escola Edson Pisani, Carmem Lúcia Vilhena, diz que, uma das principais razões pelas quais as crianças do morro caem na marginalidade, é a falta de uma estrutura familiar. “Há muitas mães solteiras no morro, que trabalham e deixam seus filhos aos cuidados de parentes”. Os meninos crescem sem um referencial paterno e presenciam constantemente as ações do narcotráfico – assim, muitos escolhem o caminho mais fácil para ganhar seu sustento: o crime.
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